Lyrics
[verse]
Na aldeia onde o vento sabe o meu nome
Há um lume aceso à porta pra quem vem
Um pão simples, uma mesa cheia e fome
De contar histórias a quem me quer bem
[verse]
Não preciso de palácio nem fortuna
Só de um teto onde a saudade não me pesa
Uma mesa posta debaixo da lua
E a certeza de que alguém me espera
[chorus]
É pouco o que tenho, mas é meu
É a terra onde o meu coração nasceu
Paredes brancas, um cheiro a alecrim
E a paz de saber que aqui é o meu fim
[chorus]
É pouco o que tenho, mas me basta
Um cantinho onde a vida não se gasta
Portas abertas pra quem chegar cansado
Isto é o meu mundo, simples, sossegado
[verse]
Vi terras grandes, cidades de vidro e pressa
Mas nada tem o cheiro deste meu quintal
Aqui a fome não é só de mesa
É fome de ficar, de ser normal
[bridge]
Quando a noite cai e o galo já se cala
Sinto que sou rico do que ninguém vê
Um teto pequeno, mas uma alma que fala
A língua antiga do lugar onde nasci
[chorus]
É pouco o que tenho, mas é meu
É a terra onde o meu coração nasceu
Paredes brancas, um cheiro a alecrim
E a paz de saber que aqui é o meu fim
[chorus]
É pouco o que tenho, mas me basta
Um cantinho onde a vida não se gasta
Portas abertas pra quem chegar cansado
Isto é o meu mundo, simples, sossegado