Lyrics
[verse]
Lá na praia onde as redes secam ao vento
Corriam meninos pintados de sal e sol
Chamavam-se índios num jogo sem lamento
Guerreiros de areia, sem outro farol
[verse]
Faziam penas de palha de milho
Arcos de vara e flechas de junco
Cada tarde um novo desafio e brilho
Cada onda que vinha era território seu, era mundo
[chorus]
Índios da meia praia, correi, correi
Que a maré não espera quem fica a pensar
Levai a infância nas mãos, guardai
O que o tempo depois não deixa voltar
[chorus]
Índios da meia praia, dançai, dançai
Ao redor da fogueira que a noite acende
Que essa liberdade não se troca por nenhum ai
Nem por ouro nenhum que ninguém entende
[verse]
Hoje talvez sejam homens de outra vida
Longe da praia, longe daquele brincar
Mas há sempre um resto de areia escondida
No fundo do peito, pronta para voltar
[bridge]
Se um dia voltarem àquela mesma praia
Vão sentir o vento a chamar pelo nome
Vão lembrar-se da tribo que nunca se esvazia
Do tempo em que o mundo cabia na palma da mão
[chorus]
Índios da meia praia, correi, correi
Que a maré não espera quem fica a pensar
Levai a infância nas mãos, guardai
O que o tempo depois não deixa voltar
[chorus]
Índios da meia praia, dançai, dançai
Ao redor da fogueira que a noite acende
Que essa liberdade não se troca por nenhum ai
Nem por ouro nenhum que ninguém entende