Lyrics
[verse]
A Ana vive na rua ao fundo
Sempre de olhos postos no chão
Nunca ergue a voz, nunca faz barulho
Prefere engolir a discussão
[verse]
Dizem que ela é mansa, é caladinha
Que nunca contraria ninguém
Mas quem a conhece de perto adivinha
Um vulcão que ferve, mas não tem
[chorus]
A Ana não gosta de confusões
Prefere o silêncio a discutir
Mas dentro do peito há tempestades e furacões
Que um dia hão de sair
[chorus]
A Ana não gosta de confusões
Sorri por fora, guarda por dentro
Mas há palavras presas nos seus botões
Que esperam apenas o momento certo
[verse]
Vi-a engolir insultos com um sorriso
Vi-a ceder sempre que alguém pedia
Mas há uma luz naquele olhar indeciso
Que promete que um dia ela vai, vai um dia
[bridge]
Ana, não precisas de ser sempre mansa
Não precisas de sempre concordar
Há força na tua paz, há esperança
No dia em que decidires falar
[chorus]
A Ana não gosta de confusões
Prefere o silêncio a discutir
Mas dentro do peito há tempestades e furacões
Que um dia hão de sair
[chorus]
A Ana não gosta de confusões
Sorri por fora, guarda por dentro
Mas há palavras presas nos seus botões
Que esperam apenas o momento certo
[verse]
E quando finalmente abrir a boca
Toda a rua vai ficar a ouvir
A Ana, calma, mas nunca mais tão pouca
Vai ensinar-nos como se faz existir