Lyrics
[verse]
Lisboa dorme com um olho aberto
Vigiando o rio que nunca se cala
Há um verso antigo escrito no cimento
E uma guitarra que ainda hoje fala
[verse]
Passam os anos, passam os regimes
Ficam as pedras, fica a mesma dor
Um povo canta o que ninguém imprime
Na garganta funda de quem sabe amor
[chorus]
Alexandrino, canta o teu lamento
Doze sílabas de sombra e de luz
Cada verso é um jeito de vento
Que sopra a história de quem nunca se rendeu
[chorus]
Alexandrino, canta a resistência
De quem perdeu tanto e ainda tem voz
Entre o silêncio e a insistência
Encontra-se o país que ficou em nós
[verse]
Vi barcos partir e nunca mais voltar
Vi mães à janela sem saber esperar
Mas há um verso que atravessa o mar
E chega sempre a tempo de consolar
[bridge]
Não é só fado o que aqui se ouve
É a memória inteira de um país
Que aprendeu a chorar sem que se comove
E a rir baixinho do que já não quis
[chorus]
Alexandrino, canta o teu lamento
Doze sílabas de sombra e de luz
Cada verso é um jeito de vento
Que sopra a história de quem nunca se rendeu
[chorus]
Alexandrino, canta a resistência
De quem perdeu tanto e ainda tem voz
Entre o silêncio e a insistência
Encontra-se o país que ficou em nós